24.12.06

CP Série 5600 (5601-5630)


CP 5600 (5601-5630)
Esta é uma das locomotivas mais bonitas que a CP possui. A representada na imagem (Estação das Devezas) encontra-se grafitada, moda que começou no estrangeiro mas que está a "pegar" aqui! Não tenho nada contra os grafites mas somente quando o grafismo tem qualidade e não quando o intuito é simplesmente despejar sprays para cima de qualquer objecto.
Partes Mecânicas - Krauss Maffei.
Velocidade Máxima - 220 Km/h
Motores de Tracção - Fabricante: Siemens / 1TB 2824 / Motor Trifásico Assíncrono Auto Ventilado, Rotor em C.C. 4 Polos - Classe 200.
Potência - 7620 CV
Disposição dos Rodados - Bo Bo.
Quanto ao construtor "Siemens" esta marca desenvolve há muitos anos locomotivas quer para Longo Curso como para Carga.
Modelo à escala HO
A "MEHANO" desenvolveu este modelo à escala HO o qual se encontra muito bem conseguido a um preço bastante acessível para o coleccionador.

22.12.06

Locomotiva 319.1-2-3-4 da RENFE


Locomotiva 319.1-2-3-4

No princípio dos anos 80 algumas locomotivas diesel da série 1900 apresentavam problemas de corrosão do chassis e um mau estado geral do cablado a juntar a constantes avarias no gerador principal e nos motores de tracção. Perante esta situação foi pensado fazer reconstrução para o que foi desmantelada uma locomotiva praticamente nova aproveitando elementos das antigas unidades, como os bogies e o respectivo motor diesel e com isto foi possível reduzir custos de construção relativamente a uma locomotiva nova.
O novo grupo de máquinas formou a sub série 319.201 a 319.220 e entraram ao serviço a partir de 1984. Devido aos bons resultados desta experiência foi continuada a reconstrução das restantes locomotivas 319.0/1 e assim nasceram as três com distintas prestações: 319.2, 319.3 e 319.4.

O modelo à escala HO da Roco

A primeira impressão ao pegarmos nesta peça é de um óptimo acabamento e robustez. Os puristas nada podem criticar acerca desta locomotiva da Roco que aposta seriamente no mercado espanhol situando este modelo como um dos melhores realizados pela marca austríaca. Para tal nada foi deixado ao acaso como por exemplo os detalhes do chassis e carroçaria bem como a reprodução fiel da cabine e mesas de condução. É de todo o interesse para o coleccionador visitar a Loja Oliveira e Losa, Lda no Porto, onde poderá encontrar o que há de mais actualizado no campo do coleccionismo.

20.12.06

Feliz Natal


Os "Caminhos de Ferro Vale da Fumaça" desejam um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de tudo o que houver de bom. Ah, é verdade e não se esqueçam de fazer umas boas viagens de comboio! A CP espera pelos amigos do comboio.

17.12.06

150 Anos do Caminho de Ferro


Este ano comemoramos os 150 Anos do Caminho de Ferro e a REFER agraciou-nos com uma edição muito agradável alusiva ao mesmo e sobretudo muito virada para as crianças e adolescentes o que é importante para não deixar cair da memória os nossos comboios e a importância dos mesmos. De salientar ainda que a nível gráfico há uma alusão ao comboio em miniatura, ao coleccionismo à escala, o que poderá fazer renascer o gosto por este hobby.

16.12.06

O Centenário do Caminho de Ferro




O Centenário do Caminho de Ferro há 50 anos

Este ano estamos a comemorar os 150 anos do Caminho de Ferro.
È interessante ler e ver o Livro do Centenário dos Caminhos de Ferro, uma edição da CP de Outubro de 1956. Já lá vai meio século mas esta obra assinada por Adolfo Simões Muller com ilustrações de Fernando Bento não deixa de ser um autentico livro didáctico sem grandes prosas cheias de rebuscados exercícios de escrita mas sim de fácil leitura para todos, a par das referidas ilustrações serem um encanto.
Alguns poemas que intercalam a prosa deste magnífico exemplar:

E o carro ia aos solavancos.

Os passageiros, todos brancos,

Ressonavam nos seus gabões:

E eu ia alerta, olhando a estrada,

Que em certo sítio, na "Trovoada"

Costumavam sair ladrões.

Ladrões! Ó sonho! Ó maravilha!

Fazer parte de uma quadrilha,

Rondar, à Lua, entre pinhais!

Ser capitão! Trazer pistolas!

Mas não roubando, - dando esmolas

dependuradas dos punhais...

António Nobre


Um carro puxado a bois
Plantei de estaca uma vez;
Nasceu-me, pouco depois,
Um comboio português…

Guerra Junqueiro

10.12.06

Estações Abandonadas


Estação de Barca D'Alva

De Barca de Alva ao Pocinho sempre a pé pois o comboio já não passa nestas paragens desde 1987. É um troço de 30 quilómetros sempre ao lado do rio. Ficou abandonado, mas os trilhos do comboio ainda estão lá. Leve umas botas à maneira e comece a caminhar.
Vale a pena ir a Barca de Alva e percorrer o mais que se conseguir do velho troço da linha de comboio do Douro, que em tempos ligou o Pocinho a esta terra.
Hoje os carris estão tapados por ervas e arbustos, com mais de meio metro de altura. O abandono é total. A estação é um edifício que ainda neste momento merecia ser recuperado ainda que, da mesma fizessem uma pousada pois as vistas sobre o Douro são excepcionais. É isto que no estrangeiro se pratica a começar pelos nossos vizinhos espanhóis.

8.12.06

Coleccionismo


As colecções, pelo menos no meu tempo de jovem, sempre tiveram grande impacto. Eram os “selos, os soldadinhos de chumbo, as invictas, o cavaleiro andante, etc.”. Nunca fizeram mal a ninguém mas parece que ao longo do tempo estas formas de entretenimento foram caindo no esquecimento dos mais novos face a toda uma panóplia de ofertas incluindo os computadores e as consolas que invadiram o mercado de todo o mundo. Estou com esta conversa pela simples razão do Jornal 24 Horas se ter lembrado de lançar juntamente com o mesmo a colecção do “Comboio Eléctrico”. Embora a marca não seja das mais badaladas no mercado (MEHANO) consegue oferecer como início de colecção elementos para a mesma ao custo de 1,50€ por unidade. Estou a referir-me às vias e alguns elementos de decor que comercializadas por outras marcas são substancialmente mais caras. Penso que esta é uma forma de alertar simultaneamente para o papel do comboio real na vida das pessoas e não fazê-lo cair no esquecimento como um dos melhores meios de transporte mesmo ao nível de mercadorias. Por outro lado, acreditem, coleccionar um comboio à escala dá um gozo enorme quer para jovens como adultos e é uma forma de passar algumas horas quando não nos apetece ler um livro ou ir dar um passeio. Mesmo assim, podemos ler de Fernando Pessoa “No Comboio Descendente” ou ir visitar algumas das muito bonitas Estações de Caminho de Ferro que "ainda" possuímos.

7.12.06

A Pintura e o Comboio



Desde sempre a pintura esteve ligada ao comboio tal e qual como a fotografia.
Podemos verificar isso através de muitas interpretações de diversos pintores como neste caso Aurélia de Sousa (1865-1922) com uma pintura sobre a Linha de Alfândega e Júlio Resende com uma intervenção obre a estação de S.Bento.