20.12.07

Feliz Natal e um Bom 2008

A todos quanto me visitam desejo um Bom Natal e um Ano Novo repleto de tudo o que haja de melhor a começar pela saúde.

2.11.07

Transfers


Transfer é uma técnica fotográfica que poderei explicar mais para a frente mas que muitas vezes resulta numa boa imagem gráfica. Resumidamente é reproduzir um diapositivo em película polaroid mas não deixar que a revelação termine.... no entanto para algumas noções sobre fotografia podem consultar "A Luz Que Desenha Imagens".

29.10.07

Despedida


Continuação de imagens recolhidas aquando o passeio com o Colégio Inglês como já referi no post anterior. Realmente o dia estava "mau" mas deu uns "bonecos" espectaculares! O termo "boneco" foi e ainda é muito usado na roda dos fotógrafos quando uma fotografia é conseguida no seu pleno por isso não estranhem o termo.

12.10.07

Uma Viagem Histórica


Esta foi a primeira viagem que fiz num comboio histórico em 1975 com o Colégio Inglês. A partida foi da Estação da Boavista (Porto), hoje transformada numa instituição bancária, até à Trofa e volta. Lembro-me de estar um dia de muita chuva o que para as crianças não teria sido muito agradável como passeio. No entanto para mim foi uma maravilha passando pelo nostálgico até à oportunidade que tive de fazer algumas fotografias interessantes que na continuação deste blog irei mostrando. A velha locomotiva aí está com todo o cuidado que lhe era prestado em cada estação que parava como se pode ver pela imagem de um mecânico ferroviário a lubrificá-la.

Exposição "O Caminho de Ferro"


Capa de catálogo da Exposição de Pintura sobre o Caminho de Ferro no Museu Nacional Soares dos Reis no Porto. Esta exposição esteve patente entre Dezembro de 1975 e Janeiro de 1976.

"Quando o homem compreendeu que para se deslocar poderia abandonar os meios tradicionais de locomoção, quando tomou consciência de que a força de que se servia já não era ainda a dos outros animais, tão limitativa, mas sim a da máquina, essa que era sua exlusiva criação, julgou-se o verdadeiro senhor da Terra. Ícaro viria mais tarde a ser vingado, mas o século XIX glorificou a máquina a vapor, na locomotiva do caminho de ferro, com um impacto sobre o homem comum sem paralelo."

Maria Emília Amaral Teixeira - ( Directora do Museu Soares dos Reis na época)

3.10.07

Guia Geral de Caminhos de Ferro


Este é o Guia geral de Caminhos de Ferro do ano de 1973.

Locomotiva da CP


Postal editado pela CP (Edição da Comissão Organizadora do Museu Ferroviário)
Uma das primeiras locomotivas do Minho e Douro - CP - 9. Ano de 1875.
" A máquina a vapor é um dom do céu, um instrumento do progresso legítimo, uma fonte de cómodos e gozos para o género humano, como o foram o arado, o navio, a imprensa, para os homens que os viram nascer".
Alexandre Herculano

A Arte e o Comboio

"Carruagem Histórica"

Postal da CP (Edição do Sreviço de Relações Públicas).
Título - "Carruagem Histórica".
Óleo da autoria de J. Joaquim Ramos. Como se pode verificar a Arte sempre caminhou ao lado dos Caminhos de Ferro. Estes sempre foram uma boa fonte de inspiração em todas as vertentes artísticas muito mais, no tempo em que, o comboio falava de despedidas, de partidas para outras vidas, sobretudo, exprimia sentimentos como se espera que ainda hoje transmita o mesmo.

13.9.07

Estação do Pinhão à noite




A Região do Douro é a mais antiga região de vinha demarcada do mundo de que há conhecimento, tendo este "título" desde o ano de 1756.
Nunca é demasiado visitar esta estação quanto mais não seja pelo passeio e pela sumptuosa paisagem que nos deixa extasiados. A Estação do Pinhão marcou e marca uma época importante como cais de embarque dos famosos Vinhos do Porto. A sua arquitectura é de uma grande beleza aliada aos famosos paineis de azulejos (J. Oliveira (1941), pintor ceramista ligado à Fábrica Aleluia) alusivos à região e ao trabalho da vinha que nos dá tão saboroso nectar.

8.9.07

Estação de França - Barcelona






Esta é uma das estações principais de Barcelona para além da estação de Sants.
É um edifício muito bonito fazendo lembrar (embora muito diferente) a nossa Estação de S.bento no Porto.

A Serração já tem empregados





Acabei de contratar empregados para a serração. Encontrei-os (comprei-os) em Barcelona uma vez que por incrível que pareça estes elementos para maquetes são substancialmente mais acessíveis em Espanha. Neste momento a maquete está acabada e pronta a ser colocada no layout.
Materiais Utilizados
- Madeira de balsa
- Cartão canelado
- Tintas acrílicas
- Colas de madeira e sintética
- Figuras "Datank" - Espanha
- Escala HO - 1/87

11.8.07

Fabrice Le Hennanf - BD


Outro autor de banda desenhada que faz das suas ilustrações uma chamada de atenção aos comboios e a quem com os mesmos lida diariamente desde o tempo dos maquinistas e fogueiros das locomotivas a vapor.
Nasceu em 1972 em Quimperlé, na Bretanha onde ainda hoje vive.
Licenceado em Artes Gráficas pela Universidade de Rennes, ilustra regularmente as páginas do quotidiano regional "Le Télégramme de Brest".

Ilustrações de Leo - BD


Interessante de vermos estas ilustrações de Leo. O "comboio" está sempre presente e o tempo das locomotivas a carvão está aqui bem ilustrado.

8.8.07

Uma Serração à Escala HO






Esta é mais uma maquete para o meu layout de comboios. Desta vez resolvi fazer uma serração de madeiras que irei incluir mais tarde aquando a ampliação do meu traçado ferroviário. Foi necessária alguma paciencia aliada também à imaginação. Não é preciso muito material, muitas vezes até se recicla desperdícios. No entanto, a madeira de balsa é um elemento essencial para se poder recortar e modelar. Quanto a ferramentas é suficiente um pequeno torno, x-actos, lixa de madeira, colas (madeira e celulósica), tintas acrílicas e respectivos pinceis de diversas espessuras.

2.8.07

Os Mini Comboios de Sempre


Nesta imagem podemos ver a publicação de uma revista datada de Novembro / Dezembro de 1937 - "The Model Builder"- altura em que o coleccionismo e os seus diversos layouts já eram uma referencia para muitos jovens e não só em todo o planeta!. Não podemos esquecer que os comboios "Leonel" datam de 1901 e que os seus comboios eléctricos à escala já corriam 40.000 Kms de linhas em todo o mundo no ano de 1953! Neste mesmo ano, os materiais dos caminhos de ferro americanos compreendiam 43.000 locomotivas e 1.800.000 vagões de carga e de passageiros. No ano anterior Leonel já tinha vendido 622.209 locomotivas e 2.460.764 vagões!!!

24.7.07

Contos Velhos Rumos Novos

Esta capa do disco de Zeca Afonso "Contos Velhos Rumos Novos" está aqui representada com o primeiro intuito de prestar homenagem a um homem que soube lutar pela liberdade através das suas músicas de inegualável valor melódico e poético e pela alusão gráfica a um comboio que penso ser bastante interessante. Visitem este blog onde poderão encontrar uma boa compilação de músicas de Zeca Afonso - http://ratorecordsblog.blogspot.com/2007_02_01_archive.html.

4.6.07

Linha do Tâmega

Livração
Livração
Arco de Baúlhe
Arco de Baúlhe
Marco de Canavezes
Marco de Canavezes

A Linha do Tâmega tem início na Estação de Livração, na Linha do Douro, na proximidade de Marco de Canavezes e ia até Arco de Baúlhe, numa extensão total de 52 Kms. A construção foi inicialmente encargo dos Caminhos de Ferro do Estado (Minho e Douro) e posteriormente da Companhia Nacional dos Caminhos de Ferro. A entrada ao serviço ocorreu ao longo dos anos de 1909 a 1949 quando atinge Arco de Baúlhe, tendo sofrido os efeitos das duas grandes guerras. Nesta última estação existe actualmente uma Secção Museológica. O troço Amarante-Arco de Baúlhe foi encerrado ao serviço ferroviário em Janeiro de 1990, mantendo-se a funcionar parte de Livração até Amarante.
A linha desenvolve-se sempre na margem direita do Rio Tâmega, que nascendo em Espanha, na Serra de S.Mamede, tem a maior extensão do percurso em território nacional. É este mesmo rio que passa em Chaves, extremo da Linha do Corgo e sede de outra Secção Museológica. É um rio caudaloso, com margens por vezes abruptas, mas em que, na parte final, já na proximidade do Rio Douro, a construção da Barragem do Torrão fez subir o nível das águas, encobrindo a parte profunda e pedregosa, que provavelmente seria semelhante à que ainda se pode ver na parte final do Rio Tua.
O trajecto de Livração a Amarante tem cerca de 13 Kms, com um traçado sinuoso que por vezes, acompanha o rio e, outras, se mete pelo interior, onde a densa arborização torna difícil a vista sobre as margens. A linha, que fica de permeio entre o rio e a estrada que vai até Amarante, só serve pequenos e dispersos povoados. Os locais de paragem do serviço ferroviário a partir da Estação de Livração, são: Santo Isidoro, Valbom, Vila Caiz, Passarinhos e Fregim antes de chegar à Estação de Amarante.

(Texto retirado do Livro "O Caminho de Ferro na Região do Douro e o Turismo" - edição da CP 1999)

3.6.07

Comboios e Caminhos de Ferro


Este é mais um livro da "Editorial Publica.ABP Edições com um grande sentido pedagógico.
É desta forma que conseguimos que as nossas crianças agarrem algo das nossas memórias, "coisas" que nunca viram mas que estão presentes quer em actividade como nos museus dedicados ao comboio e que felizmente ainda existem alguns no nosso país.

Texto apenso ao livro:

"No século XIX ocorreu uma revolução que transformou radical e irreversivelmente a vida do homem comum. A invenção das máquinas a vapor conduziu ao aparecimento dos comboios a vapor. Subitamente tornava-se possível atravessar continentes, transportar mercadorias pesadas, vestuário e alimentos frescos a longas distâncias. As pessoas podiam gozar férias junto ao mar ou efectuar viagens de negócios. Iniciava-se a era do comboio.
No século XX o vapor foi substituido pelo diesel e pela electricidade. Os comboios actuais viajam à superfície, ou no subsolo, ou mesmo suspensos de monocarris. O transporte ferroviário tornou-se mais rápido, mais limpo e mais confortável."

7.5.07

Elementos Bachmann



A "Bachmann" consegue a preços bastante atractivos elementos para decoração de maquetes com bastante interesse. O acabamento é perfeito e as decalcomanias só pecam por se encontrarem por vezes maiores que o local a serem colocadas. No entanto sempre se consegue corrigir este problema com um pouco mais de paciência. Aqui podemos observar um pontão de travessia de peões.

10.4.07

Galafura


Depois de passar Covelinhas fui em direcção à Galafura. Estrada fantástica e como é natural de uma beleza impressionante. O seu interior tem muito que ver e interessante é visitar a Igreja que foi contruída em 1700, levou um restauro por volta de 1840 e recentemente em 2000 e que se encontra frente ao cruzeiro. De salientar também o seu interior com referencia ao tecto da mesma em abóbada e a um anjo que serve de suporte que, quanto a mim, tem um "design" magnífico para a época. Só não gostei daquela coluna de som mesmo ali ao lado!
Fico com a impressão que, se não gostasse tanto de comboios possivelmente não conheceria "coisas" tão bonitas!
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A freguesia de Galafura , pertence ao concelho do Peso da Régua e está situada a cinco quilómetros da Estação de Caminho de Ferro de Covelinhas e a dezassete quilómetros da sede do concelho. A sua população é de 833 habitantes, espalhados por 200 fogos
Localizada na margem direita do rio Douro e a uma altitude de 550 metros,confina ao norte com a freguesia de Guiães do concelho de Vila Real, ao sul com Covelinhas, a poente com Poiares e a nascente com a freguesia de Gouvinhas, do concelho de Sabrosa.

Informações Úteis
NOME DA FREGUESIA: Galafura
DISTÂNCIA A PESO DA RÉGUA: 17Km
Nº DE HABITANTES: 833
ÁREA: 1301 ha
POVOAÇÕES: Gadaires, Galafura, Pardieiro

Estação de Covelinhas



Estação de Covelinhas - Para que não se julgue que só sei criticar.
Esta estação fica imediatamente a seguir à Estação de Bagauste. A diferença é notória. Aqui a Refer deu o seu melhor para que ela se mantivesse. Estamos em plena Linha do Douro e património preservado como este já não é assim tão normal de se encontrar. Faço pela estrada muitas visitas a estes lugares pois o Douro sempre me fascinou. Não são somente os comboios que me entusiasmam mas sim toda essa paisagem sem fim de uma beleza fascinante. O comboio ajudou e ajuda como mais um adereço a dar o toque que faltava.
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A freguesia de Covelinhas está situada na margem direita do rio Douro, é de terceira classe e pertence ao concelho do Peso da Régua. Confina ao norte com a freguesia de Galafura, ao sul com o rio Douro, a nascente com Gouvinhas, do concelho de Sabrosa, e a poente com a freguesia de Canelas.
Informações Úteis
NOME DA FREGUESIA: Covelinhas
DISTÂNCIA A PESO DA RÉGUA: 13 Km
Nº DE HABITANTES: 272
ÁREA: 431 ha
POVOAÇÕES: Covelinhas

9.4.07

Será Possível?



De novo volto a este tema.
As locomotivas abandonadas na Régua. Por mais que me queiram convencer que não vale a pena os seus restauros porque são custos elevados e o país atravessa uma crise (que nunca mais acaba) ainda com mais certezas fico só de pensar que unicamente os cifrões são capazes de apagar a memória de um país (que se incluiu numa aldeia global) mas que lentamente vai perdendo as suas memórias, não deixando nada para as gerações vindouras. Reconheço que é extremamente elevado o custo da recuperação de uma destas locomotivas mas não era tão elevado há dois, três ou quatro anos antes. Cada dia que passa maior é a degradação e isto acaba por servir de desculpa para nada se fazer! Este é o legado. Isto é a cultura tão badalada mas que unicamente se resume ao esquecimento inclusivé do seu património. Essas locomotivas E205 e E210 que tão bons serviços prestaram aos Caminhos de Ferro Portugueses e às suas populações estão agora no meio de tantas outras à espera de rolar definitivamente para uma sucateira ou, quem sabe, que algum outro país as adquira talvez porque lhes faça falta para restaurar uma identica que necessita de peças.
Penso que a intenção de um blog é também esta - a de alertar quem por vezes ande distraído ou não tenha a mínima noção daquilo que existe com valor e merece ser recuperado.

8.4.07

Estação de Bagauste



Ao km 99,3 da Linha do Douro encontramos aquilo que foi a Estação de Bagauste entre a Régua e Covelinhas. Esta é mais uma votada ao abandono e que em tempos serviu aquelas gentes. Aqui estão algumas imagens registadas esta semana. Parece-me que algumas destas estações ainda seriam passíveis de recuperação. Falta a vontade e o interesse para que continuemos a valorizar a Região do Douro e o comboio.
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A cidade da Régua administrativamente pertence ao Distrito e diocese de Vila Real; é sede de concelho e comarca e tem como orago S. Faustino, distribuindo se as suas populações de 17.024 habitantes por doze freguesias: Covelinhas, Fontelas, Galafura, Godim, Loureiro, Moura Morta, Peso da Régua, Polares, Sedielos, Vilarinho dos Freires, Vinhós e Canelas. Geograficamente estão todas sediadas nas encostas das montanhas transformadas em vinhedos a caminho de Vila Real, formando uma coroa sendo a cidade seu ponto convergente e aonde vão dar todos os caminhos. Perdem se na nebulosidade dos tempos as origens da cidade da Régua.
Notícias do Douro