28.2.07

Aprender a Gostar de Comboios





Como se começa a gostar de comboios?
Primeiro ao vê-los passar, fumegar, apitar e estar numa estação a observar toda aquela azáfama de pessoas, trabalhadores de linha, agulheiros, fogueiros e o chefe a dar o seu apito para mais uma partida para outras terras. Era o “pouca-terra” da minha infância e agora as diesel, eléctricas ou não e o pendular com toda a sua juventude e design.
Segundo - passar por uma feira e encontrar, como eu encontrei, um brinquedo de plástico “Made in China” que custa um euro amarrotado num blister mas que pode incluir uma pilha comprada à parte mesmo as dos produtos brancos hoje em dia tão vulgares.
Terceiro, chegado a casa, começar a armar o circuito que tem 25cms de diâmetro e colocar a locomotiva e o vagão na linha a rodar.
Quarto – no entanto, olhando bem, podemos lavar a cara a este brinquedo e dar-lhe um ar mais sério, pintando-o e arranjando-lhe um pequeno decor para que o entusiasmo comece a nascer.
Quinto – pensar em ir um pouco mais longe e começar uma colecção mais séria que reproduza comboios reais com escalas correctas e deixar-se embalar pelo tal entusiasmo sem esquecer o “pequenito” que, para todos os defeitos também arregala os olhos a quem lhe toca pela primeira vez.

26.2.07

Estação de Leça do Balio

Estação Leça do Balio
Hoje apresento somente um pequeno puzzle da Estação de Leça do Balio que é uma maravilha quer pelo seu estilo arquitectónico como pelos seus azulejos decorativos. Mais para a frente irei mostrar pormenores desta estação que, segundo parece, está mais ou menos acautelada embora já muito vandalizada.

22.2.07

Estação Vale da Fumaça


Estação Vale da Fumaça
Esta estação comprei-a não sei bem a quem pois foi através de uma página da internet. Estava totalmente empenada, quebrada em certos pontos e com a estrutura do cais quase desfeita. Ao fim de muito "marralhar" consegui comprar por cinco euros.
Adquiri-la em nova era muito caro e, realmente, fazendo umas buscas conseguimos encontrar aqui ou ali sempre qualquer coisa com interesse e recuperável. Foi o caso e conforme já tive oportunidade de o dizer, só precisei de juntar um pouco de jeito e muita paciencia.

O Comboio na Banda Desenhada



Autor - Enki Bilal
Enki Bilal (baptizado como Enes Bilalović) é um cineasta, desenhista e roteirista de histórias em quadradinhos francês.
Nasceu em Belgrado, Sérvia (antiga Jugoslávia), em 7 de Outubro de 1951, mudando-se para Paris com nove anos de idade. Aos 14, conhece Renné Goscinny, e encorajado resolve se tornar desenhista de quadradinhos. Começa a trabalhar na revista Pilote, e publica sua primeira história, Le Bol Maudit, em 1972.
A partir de 1975, começou a colaborar com o roteirista Pierre Christin numa série de histórias, de teor surreal e sombrio, às vezes enveredando pela ficção científica.

Manual dos Caminhos de Ferro




Interessante consultar este "Manual Prático e Profissional de Caminhos de Ferro".
São 450 páginas em PDF que poderá encontrar e descarregar aqui.

20.2.07

A Fotografia e o Comboio

"The Hand of Man, New York, 1902"
Não podia deixar de juntar estas duas paixões e, para mim enquanto fotógrafo, a escola de Alfred Stieglitz é uma referencia impar... a começar pelo preto e branco capaz de nos seduzir pela contemplação das suas densidades e pelos enquadramentos muitas vezes colocados de lado por qualquer um em prol de técnicas sofisticadas ou a recursos avançados. Como dizia Stieglitz, "a fotografia é a sua paixão e obsessão". Eu, junto ainda a esta arte a minha paixão e obsessão pelos comboios!

Um pouco de história


O Caminho de Ferro no Mundo

O célebre físico e astrónomo Arago ficou célebre na história dos caminhos de ferro por ter afirmado, em discurso pronunciado em 14 de Junho de 1836, por ocasião da discussão da lei de concessão da Linha Paris-Versailles, que "a passagem súbita de um túnel produziria, nas pessoas sujeitas a transpiração, fluxos de peito, pleurisias e catarros".
Um estadista como Thiers, apesar do êxito das linhas inglesas, troçava do futuro e do valor prático do caminho de ferro; qualificava-o de "brinquedo para os parisienses", chegando a mostrar receio de que a locomotiva explodisse e os passageiros fossem vítimas da mudança brusca de temperatura e da atmosfera glacial dos túneis".
Proudhon chamava em seu socorro padres e bispos, os quais, dizia ele, em grande número consideravam os caminhos de ferro e o telégtrafo eléctrico sinais anunciadores da vingança do Céu contra a incredulidade dos homens e da chegada do Anticristo.
Teófilo Gautier ridicularizava assim o caminho de ferro:
"À frente, uma espécie de forja rolante, de onde se escapa uma chuva de faíscas e que lembra, com a sua alta chaminé levantada, um elefante que caminhasse de tromba no ar. O ruído constante desta máquina que, ao funcionar, expele vapor negro, com um ruído que parece o que faria um monstro marinho encatarrado, soprando na água salgada, é certamente a coisa no mundo mais insuportável e mais penosa, a que há a juntar o odor fétido do carvão, como vantagens desta maneira de viajar".
E Flaubert, Musset, Alfredo de Vigny e tantos outros não são nem mais entusiastas nem menos acintosos.
Do livro"Caminhos de Ferro Portugueses" do Engº Frederico de Quadros Abragão

Uma Sucateira para o Layout



Esta é mais uma obra dos Caminhos de Ferro Vale da Fumaça (via Cofer - Construções Ferroviárias) para o seu layout - uma "Garagem Sucateira". Prefiro fazer a comprar por dois motivos a saber: o primeiro é que me dá muito mais gozo construir as minhas maquetes, segundo, os custos são muito menores, mesmo incomparáveis. Comprar e colocar no sítio não é mais que fazer uma vitrina. Construirmos as nossas peças é algo mais interessante e depois as mesmas já são projectadas de acordo com o nosso traçado ferroviário. Não é necessário muita coisa para realizarmos as nossas construções. A receita é fácil:

a - Paciencia (muita)
b - Jeito (qb)
c - Material (acessível e barato)
d - Ideias (muitas sem consultar livros)
e - uma pequena camera fotográfica (digital) para registarmos originais.

Quem colecciona "comboios eléctricos" deveria experimentar fazer as suas próprias construções ao que acresce podermos reproduzir edifícios, barracos, garagens, estações, apeadeiros, etc. que existem no nosso próprio país e por consequencia ao longo do nosso Caminho de Ferro.

5.2.07

Compras, Vendas e Trocas


De quando em vez, os Caminhos de Ferro Vale da Fumaça tem necessidade de ir às compras, vendas ou mesmo trocas. A razão é simples – quando há muitos anos iniciei a minha colecção de comboios que “virou” numa companhia de caminhos de ferro à escala HO – 1:87 não fazia a mínima ideia daquilo que seria dar continuidade à mesma. Hoje em dia debato-me com um problema que é possuir uma grande quantidade de modelos de vários países e respectivas companhias e não ter estabilizado por coleccionar, por exemplo, só comboios americanos, franceses, italianos, etc. Agora que estou mais velho e que a tão falada nostalgia bate à porta, decidi dedicar-me somente aos Caminhos de Ferro Portugueses e Espanhóis, isto é, fico-me pela Península Ibérica e não tão somente como desejaria pela CP uma vez que estes modelos ainda são muito limitados em termos de produção como, ainda, quando aparecem no mercado são a preços proibitivos. Só como exemplo, uma locomotiva diesel da CP custa sensivelmente entre 500 a 600 euros, um vagão de mercadorias pode custar à volta de 50 a 60 euros e um de passageiros poderá mesmo cifrar-se nos 100 euros. Como se pode verificar formar uma composição não é mesmo nada acessível. Assim, com tempo, vou remodelando a “frota”, levando à troca ou mesmo à venda material rolante sobretudo das linhas americanas como se pode ver nas imagens, tentando reconverter outros das linhas europeias que eram similares aos nossos derivando essencialmente na pintura e siglas.
Não estou a desfazer-me de bens mas sim a tentar rentabilizar e uniformizar os Caminhos de Ferro Vale da Fumaça.