4.6.07

Linha do Tâmega

Livração
Livração
Arco de Baúlhe
Arco de Baúlhe
Marco de Canavezes
Marco de Canavezes

A Linha do Tâmega tem início na Estação de Livração, na Linha do Douro, na proximidade de Marco de Canavezes e ia até Arco de Baúlhe, numa extensão total de 52 Kms. A construção foi inicialmente encargo dos Caminhos de Ferro do Estado (Minho e Douro) e posteriormente da Companhia Nacional dos Caminhos de Ferro. A entrada ao serviço ocorreu ao longo dos anos de 1909 a 1949 quando atinge Arco de Baúlhe, tendo sofrido os efeitos das duas grandes guerras. Nesta última estação existe actualmente uma Secção Museológica. O troço Amarante-Arco de Baúlhe foi encerrado ao serviço ferroviário em Janeiro de 1990, mantendo-se a funcionar parte de Livração até Amarante.
A linha desenvolve-se sempre na margem direita do Rio Tâmega, que nascendo em Espanha, na Serra de S.Mamede, tem a maior extensão do percurso em território nacional. É este mesmo rio que passa em Chaves, extremo da Linha do Corgo e sede de outra Secção Museológica. É um rio caudaloso, com margens por vezes abruptas, mas em que, na parte final, já na proximidade do Rio Douro, a construção da Barragem do Torrão fez subir o nível das águas, encobrindo a parte profunda e pedregosa, que provavelmente seria semelhante à que ainda se pode ver na parte final do Rio Tua.
O trajecto de Livração a Amarante tem cerca de 13 Kms, com um traçado sinuoso que por vezes, acompanha o rio e, outras, se mete pelo interior, onde a densa arborização torna difícil a vista sobre as margens. A linha, que fica de permeio entre o rio e a estrada que vai até Amarante, só serve pequenos e dispersos povoados. Os locais de paragem do serviço ferroviário a partir da Estação de Livração, são: Santo Isidoro, Valbom, Vila Caiz, Passarinhos e Fregim antes de chegar à Estação de Amarante.

(Texto retirado do Livro "O Caminho de Ferro na Região do Douro e o Turismo" - edição da CP 1999)

3.6.07

Comboios e Caminhos de Ferro


Este é mais um livro da "Editorial Publica.ABP Edições com um grande sentido pedagógico.
É desta forma que conseguimos que as nossas crianças agarrem algo das nossas memórias, "coisas" que nunca viram mas que estão presentes quer em actividade como nos museus dedicados ao comboio e que felizmente ainda existem alguns no nosso país.

Texto apenso ao livro:

"No século XIX ocorreu uma revolução que transformou radical e irreversivelmente a vida do homem comum. A invenção das máquinas a vapor conduziu ao aparecimento dos comboios a vapor. Subitamente tornava-se possível atravessar continentes, transportar mercadorias pesadas, vestuário e alimentos frescos a longas distâncias. As pessoas podiam gozar férias junto ao mar ou efectuar viagens de negócios. Iniciava-se a era do comboio.
No século XX o vapor foi substituido pelo diesel e pela electricidade. Os comboios actuais viajam à superfície, ou no subsolo, ou mesmo suspensos de monocarris. O transporte ferroviário tornou-se mais rápido, mais limpo e mais confortável."