25.8.10

Estação da Pala - Linha do Douro - Destruição

Armazém há um ano - óptimo estado de conservação
Armazém destruído - Agosto 2010
Sanitários destruídos - Agosto 2010
Coberto-Apeadeiro - retirado - Qual a razão?
Coberto-Apeadeiro - retirado - Qual a razão?
Estação da Pala - total abandono
Estação da Pala - total abandono
Da estrada para a estação - praticamente não se vê a estação
Depois de algum descanso estou de volta. 
Assim, como sempre, volto a criticar a actuação primeiramente das pessoas perante o seu património bem como, neste caso, a Refer que é responsável pelo mesmo (refiro-me ao património ferroviário). Esta estação já foi em tempos de uma beleza e tratamento excepcional. Aqui vivia o chefe da estação e sua família. Depois de encerrada, dia após dia, esta estrutura tem vindo a descaracterizar-se cada vez mais. Todos os anos passo férias na Pala e qual não foi o meu espanto, este ano, deparo com mais duas vandalizações. A primeira, o coberto-apiadeiro que foi demolido e que resultou num perigo para quem desce do comboio praticamente na linha! O segundo, a total destruição do armazém da estação que possivelmente até serviria de apoio a trabalhos na via. Não consigo perceber qual a razão de tanta barbaridade e simultaneamente tanto desleixo. Será assim tão difícil cuidar daquilo que é de todos nós e para tal fazerem-nos acreditar que os nossos impostos são minimamente bem aplicados? Será mais caro destruir ou manter? É assim que queremos investir em turismo, muito mais nesta região? Estou a falar nesta estação mas, ao longo da Linha do Douro, são imensas as que foram deixadas ao abandono. A quem interessa todo este mau tratamento? Deixar cair para depois dizer que já não é rentável colocar de pé? Será que os responsáveis não têm internet para poderem ver o que se passa, por exemplo, na Inglaterra relativamente ao seu património? Uma vez que temos que fazer tudo aquilo que a CEE impõe, qual a razão de não seguirmos estes exemplos? Aquilo que mais me choca é o desleixo contínuo daquilo que é nosso e não estou a referir-me só ao caminho de ferro!