10.4.07

Estação de Covelinhas



Estação de Covelinhas - Para que não se julgue que só sei criticar.
Esta estação fica imediatamente a seguir à Estação de Bagauste. A diferença é notória. Aqui a Refer deu o seu melhor para que ela se mantivesse. Estamos em plena Linha do Douro e património preservado como este já não é assim tão normal de se encontrar. Faço pela estrada muitas visitas a estes lugares pois o Douro sempre me fascinou. Não são somente os comboios que me entusiasmam mas sim toda essa paisagem sem fim de uma beleza fascinante. O comboio ajudou e ajuda como mais um adereço a dar o toque que faltava.
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A freguesia de Covelinhas está situada na margem direita do rio Douro, é de terceira classe e pertence ao concelho do Peso da Régua. Confina ao norte com a freguesia de Galafura, ao sul com o rio Douro, a nascente com Gouvinhas, do concelho de Sabrosa, e a poente com a freguesia de Canelas.
Informações Úteis
NOME DA FREGUESIA: Covelinhas
DISTÂNCIA A PESO DA RÉGUA: 13 Km
Nº DE HABITANTES: 272
ÁREA: 431 ha
POVOAÇÕES: Covelinhas

9.4.07

Será Possível?



De novo volto a este tema.
As locomotivas abandonadas na Régua. Por mais que me queiram convencer que não vale a pena os seus restauros porque são custos elevados e o país atravessa uma crise (que nunca mais acaba) ainda com mais certezas fico só de pensar que unicamente os cifrões são capazes de apagar a memória de um país (que se incluiu numa aldeia global) mas que lentamente vai perdendo as suas memórias, não deixando nada para as gerações vindouras. Reconheço que é extremamente elevado o custo da recuperação de uma destas locomotivas mas não era tão elevado há dois, três ou quatro anos antes. Cada dia que passa maior é a degradação e isto acaba por servir de desculpa para nada se fazer! Este é o legado. Isto é a cultura tão badalada mas que unicamente se resume ao esquecimento inclusivé do seu património. Essas locomotivas E205 e E210 que tão bons serviços prestaram aos Caminhos de Ferro Portugueses e às suas populações estão agora no meio de tantas outras à espera de rolar definitivamente para uma sucateira ou, quem sabe, que algum outro país as adquira talvez porque lhes faça falta para restaurar uma identica que necessita de peças.
Penso que a intenção de um blog é também esta - a de alertar quem por vezes ande distraído ou não tenha a mínima noção daquilo que existe com valor e merece ser recuperado.

8.4.07

Estação de Bagauste



Ao km 99,3 da Linha do Douro encontramos aquilo que foi a Estação de Bagauste entre a Régua e Covelinhas. Esta é mais uma votada ao abandono e que em tempos serviu aquelas gentes. Aqui estão algumas imagens registadas esta semana. Parece-me que algumas destas estações ainda seriam passíveis de recuperação. Falta a vontade e o interesse para que continuemos a valorizar a Região do Douro e o comboio.
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A cidade da Régua administrativamente pertence ao Distrito e diocese de Vila Real; é sede de concelho e comarca e tem como orago S. Faustino, distribuindo se as suas populações de 17.024 habitantes por doze freguesias: Covelinhas, Fontelas, Galafura, Godim, Loureiro, Moura Morta, Peso da Régua, Polares, Sedielos, Vilarinho dos Freires, Vinhós e Canelas. Geograficamente estão todas sediadas nas encostas das montanhas transformadas em vinhedos a caminho de Vila Real, formando uma coroa sendo a cidade seu ponto convergente e aonde vão dar todos os caminhos. Perdem se na nebulosidade dos tempos as origens da cidade da Régua.
Notícias do Douro

5.3.07

Exposição de Maquetes


Esta é a minha maquete que este ano levo a expor na Arrisco de 10 a 24 de Março, pela altura do seu nono aniversário. Desde já aqui ficam os meus parabens com votos de longos anos ao serviço dos coleccionadores no meu caso, de comboios eléctricos.

2.3.07

Não Esquecer o Tripé


Ah, não se esqueçam (eu esqueço-me muito) de levar um tripé para fotografar. Quase tão importante como a câmara! Quase tão importante como um filme ... ou um "cartão" digital!
E, já agora, façam o favor de visitar o Douro... é um mundo recheado de belas paisagens que merecem ser registadas. Não só de vinho vive o Douro!!! O resultado melhora se saírem das auto estradas, e fizerem o trajecto dos velhos tempos. Em cada curva, que são muitas, vale bem a pena parar para absorver todo o encanto destas paragens. E, como já fui dizendo, podem fotografar tanto em digital como em analógico (estes termos são o "fim do mundo") - a paisagem não se incomoda com isso. Mas, atenção, "se conduzir não beba" pois o perigo que correm tanto é mau para quem conduz como para quem se cruza connosco como, ainda, para quem fotografa! É que focar com os olhos muito pequeninos não dá jeito. Para pequenos já chegam os visores das câmaras fotográficas. Se não conseguir resistir então vá e venha de comboio! E, se não tiver um tripé, pelo menos um monopé!
Só uma achega - por muito de topo que seja a câmara fotográfica quando esta faz uma obturação baixa só mesmo um estabilizador (tripé ou monopé) consegue fazer que as imagens não apareçam tremidas ou escorridas.
Se realmente for de comboio, no Tua vá ao restaurante Calça Curta que é uma maravilha tanto pela antiguidade como pelo serviço.

Já agora visite o meu Blog “A Luz Que Desenha Imagens”
http://jorgerego.blogspot.com/

O Vapor em Portugal



"Vapeur Au Portugal" é um livro a não deixar de adquirir.
O seu autor é Marc Dahlstrom com a colaboração de Jean Bazot, Michel Costes, Philippe Feunteun, Eric Martin, Geoffrey Nickson, Guy Pèréve, Dominique Seret e Georges Turpin. Este livro faz alusão aos "Belos Anos do Vapor da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, à Via Larga e à Via Métrica" com imagens desde 1961 a 1986. São 176 páginas no formato 300 x 215 mm com 204 fotografias das quais 54 a cores. Coleccção Rail-Amateur.
"O apogeu da tracção a vapor chegou a um máximo de 400 locomotivas a vapor na via larga e 80 na via métrica. As de via larga eram na sua maioria de duplo efeito a quatro cilindros do tipo francês, com a distribuição das altas e baixas pressões separadas. Durante a Segunda Guerra Mundial a penúria do carvão (que era importado de Inglaterra) levou a CP a recorrer ao aquecimento com madeira para as suas locomotivas, o que foi um desastre para a floresta portuguesa. Depois de 1945, as locomotivas tiveram que ser mantidas e as mesmas eram abastecidas com aquecimento a fuel-oil. Somente as máquinas antigas cuja esperança de vida era curta conservaram o aquecimento a carvão."

1.3.07

Os 5 e o Comboio Fantasma


"Aquelas férias prometiam ser deliciosas! Os Cinco iam acampar sozinhos, ou quase, pois a única pessoa crescida que os acompanhava era o SR. Luffy, simpático e distraído professor apaixonado por insectos. Mas, para os Cinco, férias nunca serão férias se nelas não houver uma aventura. E, desta vez, ela surge com a descoberta dos “comboios fantasmas”, comboios que ninguém via, que não transportavam ninguém e circulavam a horas mortas numa linha-férrea abandonada. Quem os conduzia? Eis um mistério que os pequenos se propõem resolver e que vai custar-lhes muitos trabalhos.
Felizmente, há o Sr. Luffy, que não é tão distraído como parece… E é ele que salva os Cinco do sarilho em que se meteram…"
Li praticamente todos os livros dos cinco. A minha paixão pela leitura nasceu precisamente a partir desta série que era obrigado a ler quando frequentava o secundário há mais de quarenta anos! Lembro-me das minhas "redacções" nas aulas de português serem das melhores e possivelmente isso se devia a Enid Blyton.
Este livro foi lançado em Inglaterra no ano de 1948 e editado em Portugal nos anos 60.
Peço desculpa pela fraca qualidade da imagem do livro publicada mas não consegui "arranjar" melhor.



EGT - Empresa Geral de Transporte. Serviço Combinado com a CP - Hanomag Kurier. Uma maravilha a juntar a uma maqueta.