22.1.10

5600 Em Manobras

A 5600 em manobras no Vale da Fumaça.
Estou a tentar remodelar o layout para criar mais dinâmica. Isto vai mas aos poucos.
Amanhã prometo mostrar a nova aquisição para a companhia à escala HO. Estou a tentar aos poucos para que a maior parte do material circulante possa ser da CP. A reprodução de material circulante português é recente. Quando me iniciei nos comboios há mais de quarenta anos isso era impossível. Tudo o que existia era de origem alemã, italiana, francesa ou americana e logicamente reproduzindo as suas máquinas, vagões e restante material.
Coloquem o som para melhor apreciar esta locomotiva.

21.1.10

Alfa Pendular

Saída do Alfa Pendular da estação das Devesas em direcção a Lisboa.
Esta é imagem não tem nada de muito especial a não ser que naquele momento passava naquele local e, como transporto sempre a máquina comigo, aproveitei para registar o momento.

7.1.10

Mais uma linha encerrada !!!

Agora foi a linha férrea Miranda do Corvo – Coimbra: fechou ao fim de 103 anos de circulação.

Dir-se-á que é o progresso e que o futuro avança assim, inexoravelmente, espezinhando razões históricas, civilizacionais, ambientais, da economia e do interesse locais. A questão é que o futuro, em Portugal, tem avançado às arrecuas. Desde os governos de Cavaco Silva, o encerramento de linhas e troços ferroviários passou a ser uma espécie de desígnio nacional. E, como está bem à vista, não foi por isso que Portugal avançou... a não ser rumo à desertificação. A desertificação do Interior-Norte é directamente proporcional ao desinvestimento em vias-férreas e comboios.

Aliás, o encerramento de linhas de caminho de ferro é apenas um capítulo da mesma política que arrasou outros sectores da economia, da história, da soberania e da vida colectiva portuguesas. Em nome do progresso, deliberadamente, sucessivos governos portugueses desmantelaram sectores imensos de actividade como fossem a marinha mercante, as pescas, a agricultura. E ninguém venha dizer que Portugal ficou mais rico, mais independente ou mesmo mais moderno com tais políticas de terra queimada ou, como também poderá dizer-se aludindo às vias-férreas, políticas de pouca-terra. Poderão esgrimir-se as mais eruditas teorias, as mais modernas correntes de opinião, a mais sonante propaganda. Nada disso altera a realidade que é o empobrecimento, a desertificação e a submissão do País.

A grande questão é que excluindo os grandes interesses plutocráticos, os políticos portugueses não têm em geral qualquer ideia ou projecto sobre o futuro do País. E assim, feche-se, liquide-se, destrua-se, arrase-se. E o deus dinheiro que reconstrua um país à sua imagem e semelhança.

João Paulo Guerra

31.12.09

17.12.09

As Boas Festas do Meu Neto

Carregar aqui para ver o cartão de Boas Festas

Benzo-Diacol

Agora que estamos em tempo de gripe é interessante relembrar aquilo que se usava antigamente para os resfriados e tosses. Esta imagem foi retirada da Gazeta dos Caminhos de Ferro de Janeiro de 1943 e, como sempre vou dizendo, tudo aquilo que de um modo ou de outro esteja minimamente ligado aos comboios e que vou encontrando na tulha faço questão de aqui colocar. Neste caso é uma página de publicidade referente a este produto inserida na referida revista.
Interessante ver este blogue - "Choses Vues" .

14.12.09

Quem Falou em Cultura?

Como "de pequenino é que se torce o pepino", os ingleses educam as suas crianças a não perderem aquilo que já foi ultrapassado pelas ditas novas tecnologias. Assim, como poderão observar os serviços de educação estão atentos a este pormenor. Talvez seja porque no nosso país não há vontade para guardar a história, (há mais de trinta anos e ainda funciona o problema de direita-esquerda e consequentemente vergonha do passado) a nossa juventude deixou de ter acesso àquilo que lhes diz também respeito. Falar em locomotivas a vapor, viagens de Porto-Lisboa com a duração de seis horas, telefones fixos, discos de vinil, não existir televisão quando outros países já a tinham há muitos anos, etc., etc., é como estar a contar mentiras... não lhes é fácil ver o passado que, claro, não viveram mas que também não lhes mostraram ou por outro lado não faz parte da educação das diversas gerações pós revolução a qual nunca critiquei e foi bem vinda mas que para muita boa gente foi sinal de esquecimento do nosso património cultural e não só. É uma pena que aqueles a quem devemos pedir consciência para isto, estejam totalmente a leste e ainda consigam falar em cultura como se eles mesmo a tivessem para saber transmiti-la.

EGT - Empresa Geral de Transporte. Serviço Combinado com a CP - Hanomag Kurier. Uma maravilha a juntar a uma maqueta.