7.10.09

Restaurante Calça Curta

Quem passeia ao encontro de comboios acaba sempre por almoçar ou jantar em restaurantes que, embora desviados das estradas principais, oferecem petiscos do arco da velha! É o caso do Restaurante Calça Curta na Foz do Tua, mesmo em frente à estação de caminho de ferro. Aqui poderá comer peixe de rio em escabeche, caldeirada de enguias e um polvo (que embora não seja do rio) é uma delícia. Da última vez que lá fui enchi-me de coragem e pedi ao proprietário que me vendesse um prato de mesa para ficar como recordação o que ele prontamente mas à socapa, para os outros clientes não verem, o embrulhou num saco de papel e me ofereceu.
Fiquei radiante pois, isto é mais um símbolo ligado aos comboios, às estações de caminho de ferro e sobretudo ao Tua que neste momento padece de quem olhasse com olhos de ver e não só com olhos de olhar para o problema inerente ligado à tal absurda barragem que mais não é que um simples negócio uma vez que o caudal que a mesma irá representar é insignificante.
Para quem ainda não conhece este local deverá visitá-lo enquanto o mesmo ainda permanece como quando nasceu! A noite é um espectáculo só com a luz amarelada e ténue da estação a cair sobre a linha... quase se consegue ouvir o silvo das velhas locomotivas a carvão e o fumo das mesmas a envolver o cenário!

5.10.09

Les Plages D'Agnès

Este é um filme que me foi recomendado pela autora do blogue "Dias Imperfeitos", da realizadora Agnès Varda da qual já vi um outro filme muito interessante - "Os Respigadores e a Respigadora". No filme "As Praias D'Agnès" a partir de um dado momento a referida realizadora encontra na Bélgica, um coleccionador que chama aos amantes dos comboios os tais "ferrovipatas" que, de quando em vez, aqui faço referência. Não sei se já se encontra em DVD mas recomendo-o.
Mais uma referência aos comboios.

Os comboios são eternos!

Hoje anexo uma fotografia relativa à capa da Revista a Gazeta dos Caminhos de Ferro (que podem consultar em "O Comboio em Portugal" do ano de 1948). Aqui podem retirar PDFs que são uma delícia para conhecermos como eram os comboios de então! É pena que esta revista não continuasse a ser publicada. Faz falta para os "ferrovipatas". Seria, como ainda hoje existe o "Borda D'Água e o Seringador".
Sei que existem muitos amigos e amantes deste tema mas aproveito para aqui realçar o Blogue do nosso amigo Luís - "O Cantinho dos Comboios" que tal como eu, é incansável na busca e edição de temas com interesse para além de ser um coleccionador à escala, dos caminhos de ferro.
Não é muito fácil para quem trabalha dedicar quase diariamente uma hora ou mais a este tema e ao blogue. Contudo, quem gosta mesmo de comboios este é um meio de colocar o stress a passar ao lado.

29.9.09

1890 "Girls of the paper mills."

Mais uma imagem retirada do Shorpy com referências ao comboio não descurando as "moças" que dão ao enquadramento um certo encanto. A fotografia a preto e branco convida-nos a uma maior concentração na imagem e simultaneamente transporta-nos mais rapidamente ao passado. Esta fotografia reporta-se ao ano de 1890 e a cor apareceria muitos anos mais tarde.

27.9.09

60 Planos para maquetas

Este é um pequeno livrinho tamanho A5 com trinta e duas páginas muito interessante com 60 planos de traçados de vias. Podemos utilizá-los ou mesmo modificá-los ao nosso gosto. Aconselho a todos os ferrovipatas, termo que achei engraçado e se encontra no blogue "Dias Imperfeitos", que vivamente recomendo.

1896 Jupiter & Lake Worth R.R.

Mais uma imagem retirada do "Shorpy" um dos sites americanos que possui um levantamento enorme de fotografias, muitas delas anónimas mas que servem para não se perder a história deste país. Esta imagem aqui referida do ano 1896 ainda foi exposta em negativo de vidro uma vez que a descoberta do celulóide ainda era muito recente.

25.9.09

Um Pouco de História II

Esquema da evolução dos carris.
"As primeiras vias eram constituídas por peças longitudinais, ou longarinas, de madeira assentes em travessas toscas, também de madeira, espaçadas de 0,60 a 0,90. O espaço entre essas travessas era preenchido com pedras ou escórias, tiradas da exploração das próprias minas e regularizadas de forma a facilitar a marcha dos cavalos. Os carris são assim muito mais antigos que a locomotiva e, como ela, foi nas minas que nasceram...
O mais antigo vestígio de carris aparece no século XV, na "Cosmografia Universal" de Sebastião Munster, cuja primeira edição foi publicada em Bâle em 1550 e que descreve com gravura, um mineiro empurrando, nas minas de Leberthal, na Alsácia, uma carreta com pequenas rodas que rolam sobre uma longarina, que é afinal o carril primitivo..."
Texto baseado no Livro "Caminhos de Ferro Portugueses - Esboço da Sua História" do Eng.º. Frederico de Quadros Abragão.

EGT - Empresa Geral de Transporte. Serviço Combinado com a CP - Hanomag Kurier. Uma maravilha a juntar a uma maqueta.