Monocarril em Wuppertal




Caminhos de Ferro Vale da Fumaça
Entusiasta do Caminho de Ferro e Coleccionador à escala HO.




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18 de Outubro – Cinema Londres, 23H00
19 de Outubro – Culturgest, 18H30
22 de Outubro – Cine Eco 2009, Seia, 22H00


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Etiquetas: Comboios de Luxo

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Esta foi a minha última viagem entre Tua e Mirandela em Julho de 2008. Passado um mês aconteceu o infeliz acidente que foi o rastilho perfeito para acabarem com esta linha e sustentarem a tese da construção da barragem. Se isto acontecesse sempre que existem acidentes ferroviários, certamente já não haveriam comboios! Mas, limito-me a dizer só isto porque para bom entendedor meia palavra basta. Ficam aqui três registos de uma viagem de ida e volta que tive a oportunidade e a felicidade de fazer. Neste momento estou a pensar dar um passeio a pé por parte deste trecho de linha e quero ver se alguns entusiastas me acompanham. O Outono e Primavera são as épocas ideais para o fazer. Talvez já seria tempo dos amigos dos comboios e não só, aqui presentes nos blogues, se juntarem para delinear este passeio.
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Pronto, já não sei se devo continuar a fazer criticas à Refer ou não!
Quando as passagens de nível não existem ou estão mal colocadas e sinalizadas culpamos a referida empresa da situação o que é lógico. Quando a mesma começa a tentar fazer qualquer coisa no sentido da segurança o que já devia ter sido feito há muito tempo , partimos para concentrações de rua e petições na Net para que o caminho continue como estava – sem segurança para as pessoas! Aqui há a juntar o problema de um resort que não gosta do muro pois lá vai o “neo-riquismo” para o brejo! É exactamente o que se está a passar nas praias com falésias no Algarve (afinal isto passa-se tudo no Algarve) – ainda há poucas semanas houve um acidente enorme pela queda das ditas falésias possivelmente por estarem mal sinalizadas e neste momento as pessoas continuam a deslocarem-se para estes locais no tempo de veraneio pela simples razão de que o mal só aos outros acontece!
Voltando ao muro que a Refer está a construir ou já construiu penso que estas passagens deveriam ser feitas quer a nível superior ou inferior da linha e até posso admitir que seria mais estético. O que não considero de bom senso é que em prol de um simples resort, muito em voga nomeadamente onde o dinheiro cai do céu e não existe nenhuma cultura social e que somente serve meia dúzia de pessoas, se coloque em causa a segurança de uma população.














Cisalpino, Comboio Pendular Italo-Suíço, fabricado pela Fiat Ferroviária, (quase idêntico ao nosso Alfa pendular), em face do Lago de Lugano, na Suiça, na manhã do dia 20 de Agosto de 2009. Vinha de Milão e dirigia-se para Zurich.
Estas imagens foram gentilmente cedidas por um amigo o Eng.º António Vasconcelos, também ele, um grande entusiasta dos comboios quanto mais não fosse porque foi Ex - Chefe da Divisão de Sinalização Ferroviária da EFACEC. O meu agradecimento por ter contribuído para este blogue.
Mais informação da Fiat Ferroviária que faz parte da Empresa Alstom ou ainda em Locomotivas Alstom.


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É realmente uma desilusão aquilo que aconteceu com o acabar de comboios em linhas que serviam as gentes locais para se deslocarem e sobretudo para a transacção de mercadorias com os grandes centros, como por exemplo aqui em Mogadouro. De passagem por esta estação e este local só conseguimos ver um homem acompanhado de três cães que quando lhe perguntamos onde estavam as pessoas da terra, mais propriamente vizinhos desta estação, quase não respondeu e confirmou que com o desaparecimento do comboio tudo acabou. Cada vez mais a aldeia se esvaziou e hoje parece um deserto. Reparar na chamada à Wikipédia (Mogadouro) no quadro que mostra a população do concelho entre 1801 e 2004. Daqui até aos dias de hoje já podemos imaginar a população actual!
A minha insistência nestes problemas é só querer fazer uma chamada de atenção (se é que é possível) para os responsáveis pela degradação destes edifícios aos quais já dificilmente se podem chamar de estações de caminho de ferro. Os diversos governos conseguiram desmantelar mais de 1000 kms de linha férrea e neste momento mais parece quererem dar a machadada final. Então quando se fala da região Douro não há palavras para definir este descalabro. Só viajando para estes lugares, tentando sair das estradas principais e ver "in loco" aquilo que já não é o que era. De notar ainda e mais uma vez que a via férrea foi levantada!
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Um passeio pela manhã com o meu neto por linhas de comboio já abandonadas não é somente uma nostalgia como também um tentar relembrar tempos idos. São tempos idos unidos a tempos vindos... uma criança não é capaz de perceber isto mas falando-lhe em termos de conto, de uma historinha animada talvez consiga construir na sua mente um cenário parecido. Depois juntando a minha maqueta de comboios à nossa conversa talvez consiga ajudar para o futuro que este menino aprenda a guardar na sua memoria aquilo que é bonito e tem sentimento uma vez que vai estar sujeito, como é claro, a que mentes insensatas destruam todos os dias aquilo que foi construído para usufruir prazer e sobretudo fazer história.
O desenho é da autoria de um colega e meu amigo que, pela falta de jeito que eu tenho para ilustrar, faz maravilhas daquilo que lhe peço. Ao Orlando Falcão o meu obrigado por mais esta ilustração.










Mais uma estação perdida e abandonada no Douro mais propriamente no Vale do Côa. Outrora foi uma estação de grande movimento devido ao transporte para as grandes cidades e não só daquilo que a terra mais produz que é o azeite, a amêndoa e o vinho.
Tive a oportunidade de falar com um senhor de idade emigrado em França mas que todos os anos visita a sua terra natal. Contou-me histórias da sua juventude fazendo alusão a um pescador que há noite na estação se reunia com amigos e lhes preparava um peixe condimentado com umas ervas existentes no campo e que era uma delícia.
Abaixo da estação uns cinquenta metros existe uma pequenina praia fluvial que serve de recreio aos habitantes.
Criticas às imagens que mostro deixo-as para quem as vê. Pela minha parte não me sinto vencido por este desgoverno total mas não posso gritar sozinho no deserto.
Para alem do abandono como é possível deixar desfazer totalmente um edifício que, mais não fosse, poderia muito bem servir para apoio cultural à povoação e um ponto de encontro para quem visita Almendra. Contudo, que mais se poderá criticar quando as próprias linhas do caminho de ferro foram arrancadas e não penso que pelos simples vândalos pois só com pesada maquinaria isso é possível.
O objectivo é sempre o mesmo: destruir, fazer desaparecer material, abandonar para mais tarde aparecer a desculpa de “agora, neste estado, já não é rentável recuperar”!
É uma pena que assim seja pois mais adiante irei mostrar mais duas estações perto de Miranda do Douro que se encontram no mesmo estado de conservação!!!
É o país que temos ...




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