31.8.09

Estação de Mogadouro


















É realmente uma desilusão aquilo que aconteceu com o acabar de comboios em linhas que serviam as gentes locais para se deslocarem e sobretudo para a transacção de mercadorias com os grandes centros, como por exemplo aqui em Mogadouro. De passagem por esta estação e este local só conseguimos ver um homem acompanhado de três cães que quando lhe perguntamos onde estavam as pessoas da terra, mais propriamente vizinhos desta estação, quase não respondeu e confirmou que com o desaparecimento do comboio tudo acabou. Cada vez mais a aldeia se esvaziou e hoje parece um deserto. Reparar na chamada à Wikipédia (Mogadouro) no quadro que mostra a população do concelho entre 1801 e 2004. Daqui até aos dias de hoje já podemos imaginar a população actual!

A minha insistência nestes problemas é só querer fazer uma chamada de atenção (se é que é possível) para os responsáveis pela degradação destes edifícios aos quais já dificilmente se podem chamar de estações de caminho de ferro. Os diversos governos conseguiram desmantelar mais de 1000 kms de linha férrea e neste momento mais parece quererem dar a machadada final. Então quando se fala da região Douro não há palavras para definir este descalabro. Só viajando para estes lugares, tentando sair das estradas principais e ver "in loco" aquilo que já não é o que era. De notar ainda e mais uma vez que a via férrea foi levantada!

4 comentários:

Clara disse...

Olá!
Tem toda a razão. Deixa-se cair aos bocados edifícios antigos que tanto significado tiveram durante várias gerações e que foram testemunho de uma época em que deslocar-se significava andar de combóio.
O que é velho não presta e não tem qualquer significado.
Porque não recuperar esses mesmos apeadeiros e estações, por vezes com azulejos tão bonitos e tão típicos, e fazer, por exemplo, uma exposição permanente do que foram esses mesmos edifícios? Com materiais típicos dessa mesma zona, ou transformá-los em casas de turismo rural (mantendo o aspecto de uma casa portuguesa?
Tenho pena que as entidades governamentais pensem só em projectos megalómanos, com tanta coisa à nossa volta a fazer, de uma forma tão fácil, económica e simples!!!!

João Silva disse...

Tenho acompanhado as sua viagens e realmente descobre coisas que já se imaginava , com o tempo e o desleixo de que de direito , devia preservar ..Se não querem preservar , deitem abaixo o que resta ou entreguem às Autarquias .Estive em Arco de Baúlhe e a estação está uma delicia , porquê ?? foi entregue a Cabeceiras de Basto e fizerem um museu , Museu de Terras de Basto . Vale a pena uma visita .....

Anónimo disse...

A via férea foi levantada. Pois foi! Sabe a que preço está o aço? Quem vende a via na REFER? Sabe-se alguma coisa sobre isso, já que a empresa é... pública?

Ricardo Martins (RM) disse...

Isso de vender a linha não é assim tao grave,o mais grave e muitos destes edifícios estarem ocupados e fechados para uso pessoal de certas pessoas na agricultura. Um dos edifícios foi mesmo ocupado e remodelado