26.1.10

John Coltrane-Blue Train

John Coltrane foi um grande saxofonista do Jazz Americano.
Escutem-no aqui a interpretar Blue Train. É a minha modesta homenagem a um grande compositor e a um dos tipos musicais que mais gosto. E o comboio também está aí... no jazz!

Linha do Tua - haverá investidores?

Anexo um mail que recebi para responder a um pequeno inquérito de seis perguntas (o que já fiz) para um Projecto de Investimento, para a criação de um Serviço Ferroviário Turístico na Linha do Tua. Penso que todos os apaixonados (as) pelo comboio e por esta Linha devem ficar satisfeitos com uma alternativa à da CP.

Chamo-me Daniel Conde, sou licenciado em Gestão e mestrando em Turismo,
na especialidade de Gestão Estratégica de Destinos Turísticos.

Encontro-me a realizar um Projecto de Investimento, para a criação de um
serviço Ferroviário Turístico na Linha do Tua, e como é recomendável
para um Projecto deste tipo, irei realizar um estudo de mercado sobre a
potencialidade da sua aplicação.

Para tal, rogo o obséquio de responder a um pequeno inquérito (6
perguntas, mais 4 de perfil demográfico), através do seguinte link:


http://www.surveymonkey.com/s/GYLF5X9

Poderá reenviar este link para os seus contactos, uma vez que uma grande
amostragem garantirá um mais elevado nível de confiança e adesão à
realidade.

Por favor, responda com a maior brevidade possível, sendo o mais
desejável responder até esta quinta-feira, o que não invalida uma
resposta mais tardia.

Grato pela sua atenção.

24.1.10

CP 1400-Nova Aquisição

video
Esta máquina foi oferecida pela minha mulher.
Realmente esta locomotiva é uma perfeição quer em detalhes como nos sons.
Este é o primeiro clip que fiz. Em breve mostrarei mais alguns. Realmente sou um ferrovipata!

22.1.10

Quadros Sobre Comboios

Hoje coloco duas pinturas de um amigo sobre comboios. São obras de Damião Vieira e pertencem à sua colecção "Best Off", que se encontra na Galeria Aberta para consulta e venda. É sempre agradável poder colocar no Vale da Fumaça obras com interesse sobretudo sobre comboios.

5600 Em Manobras

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A 5600 em manobras no Vale da Fumaça.
Estou a tentar remodelar o layout para criar mais dinâmica. Isto vai mas aos poucos.
Amanhã prometo mostrar a nova aquisição para a companhia à escala HO. Estou a tentar aos poucos para que a maior parte do material circulante possa ser da CP. A reprodução de material circulante português é recente. Quando me iniciei nos comboios há mais de quarenta anos isso era impossível. Tudo o que existia era de origem alemã, italiana, francesa ou americana e logicamente reproduzindo as suas máquinas, vagões e restante material.
Coloquem o som para melhor apreciar esta locomotiva.

21.1.10

Alfa Pendular

Saída do Alfa Pendular da estação das Devesas em direcção a Lisboa.
Esta é imagem não tem nada de muito especial a não ser que naquele momento passava naquele local e, como transporto sempre a máquina comigo, aproveitei para registar o momento.

7.1.10

Mais uma linha encerrada !!!

Agora foi a linha férrea Miranda do Corvo – Coimbra: fechou ao fim de 103 anos de circulação.

Dir-se-á que é o progresso e que o futuro avança assim, inexoravelmente, espezinhando razões históricas, civilizacionais, ambientais, da economia e do interesse locais. A questão é que o futuro, em Portugal, tem avançado às arrecuas. Desde os governos de Cavaco Silva, o encerramento de linhas e troços ferroviários passou a ser uma espécie de desígnio nacional. E, como está bem à vista, não foi por isso que Portugal avançou... a não ser rumo à desertificação. A desertificação do Interior-Norte é directamente proporcional ao desinvestimento em vias-férreas e comboios.

Aliás, o encerramento de linhas de caminho de ferro é apenas um capítulo da mesma política que arrasou outros sectores da economia, da história, da soberania e da vida colectiva portuguesas. Em nome do progresso, deliberadamente, sucessivos governos portugueses desmantelaram sectores imensos de actividade como fossem a marinha mercante, as pescas, a agricultura. E ninguém venha dizer que Portugal ficou mais rico, mais independente ou mesmo mais moderno com tais políticas de terra queimada ou, como também poderá dizer-se aludindo às vias-férreas, políticas de pouca-terra. Poderão esgrimir-se as mais eruditas teorias, as mais modernas correntes de opinião, a mais sonante propaganda. Nada disso altera a realidade que é o empobrecimento, a desertificação e a submissão do País.

A grande questão é que excluindo os grandes interesses plutocráticos, os políticos portugueses não têm em geral qualquer ideia ou projecto sobre o futuro do País. E assim, feche-se, liquide-se, destrua-se, arrase-se. E o deus dinheiro que reconstrua um país à sua imagem e semelhança.

João Paulo Guerra