13.11.06

Estação do Pinhão I



A Estação do Pinhão é das mais bonitas que conheço quer pela sua arquitectura (edifício e azulejos) quer pelo seu enquadramento numa das regiões mais bonitas do nosso país. Levem tudo menos a estação! O vinho que sai desta região, todos os anos aparece com o seu paladar magnífico e para além do consumo interno é bastante conhecido no estrangeiro. E isto é tanto verdade para os Vinhos de Mesa como para o Vinho do Porto.
A arte do azulejo foi difundida pelos povos islâmicos. Os árabes introduziram-na na Península Ibérica. Com a construção da linha de caminho de ferro do Douro, o comboio chega ao Pinhão.

Com a construção da linha de caminho de ferro do Douro, o comboio chega ao Pinhão, zona excelente do vinho do Porto. Ora a estação do Pinhão, na confluência do mesmo rio com o Douro, possui variadíssimos painéis do século XIX, um valioso museu dos costumes, transportes (rabelo e carro) belas reproduções de vinhas e socalcos, quintas, aldeias, acompanhadas sempre da majestosa e imponente paisagem transmontana. Embora originada talvez do fim do século XVI, a modalidade de enxadrezado, também conhecida por azulejo de caixilho, vê-se na vila do Pinhão, na série de azul-branco e na estação de Moledo, na de verde e branco. De corrente posterior, apontam-se o friso de pendentes ao jeito romântico, na Casa da Misericórdia, rua dos Camilos, Régua e, na respectiva capela, onde se nota uma importante transposição de vitrais para os azulejos, no arco de meia volta e falsas impostas.
Do livro Notas sobre o azulejo no distrito de Vila Real, de Joaquim Barros Ferreira, Vila Real, 1999

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