29.7.08

Linha do Douro - Bagauste




Mais uma vez volto a chamar a atenção para o estado degradante em que deixaram cair a Linha do Douro. Insisto, por exemplo, neste apeadeiro (Bagauste) que fica entre a Estação da Régua e a Estação de Covelinhas. É um pequeno edifício com a característica interessante de estar levemente desnivelado relativamente ao cais de embarque e desembarque. Não interessa somente criticarmos mas devíamos fazer chegar a quem de direito todo este desmazelo e perguntar qual a razão de tais abandonos. Será para que depois possam dizer que, "agora neste estado já não é rentável recuperar"! Mas não foram os utentes da linha que desejaram isso! Mais, ficaram sem esse apeadeiro que lhes faz falta. Penso que não é preciso existirem grandes cérebros e pensadores para que se faça aquilo que vemos no estrangeiro. A grande maioria destas instalações desactivadas foram utilizadas turisticamente ou mesmo como instalações para actividades locais tais como, pequenas bibliotecas, centros para apoio à divulgação de produtos locais, etc, etc. Não será, tavez, somente a Refer a ter culpas nestas situações mas tambem juntas de freguesias e câmaras municipais que acabaram por baixar os braços e desinteressare-se totalmente. Reconheço que um blog como o meu não chega a estas instancias mas, pelo menos, fico de consciencia tranquila uma vez que, sempre alguem vem aqui visitar-me e poderia reconduzir mesmo que somente para outros blogs estes alertas. Só uma achega - ouvi dizer que neste local irá ser construído uma unidade hoteleira (não confirmo) mas, se assim for, será mais betão a inundar estes lugares e sobretudo estas paisagens!

26.7.08

Vou de Comboio


Vou na cauda porque gosto
Vou em último para ser primeiro
Vou na cauda de Janeiro a Agosto
A ver paisagens de Agosto a Janeiro

A janela é um pequeno quadrado
Mas suficiente para me deslumbrar
A linha que foge atrás e ao lado
É quem me transporta até chegar

O comboio é nostalgia e não passado
Que corre entre montes e aldeias
É tão moderno e tão desembaraçado
Mesmo que tu queiras ou não queiras

Partiu ao som de um apito
Para cumprir o seu destino
Daquela janela um lenço agito
O comboio para mim é mesmo um mimo!

Isto não é poema mas sim uma lenga lenga que imaginei e tive o atrevimento de publicar. É tão somente eu gostar tanto de comboios que por vezes me transporta para frases sem rigor poético ou de prosa. Aqui façam o favor de esquecer mais uma vez o meu atrevimento linguístico. Ah, não é ingenuidade nem falta de conhecimento, é mesmo o produto de uma forma simples de ver e amar os comboios.

25.7.08

Tua o que vão fazer de Ti







É uma pena que os nossos governantes só tenham visões economicistas e pensarem que o país se constrói só com tecnologias e não verem nem serem capazes de respeitar a sua própria história! É assim que se descaracteriza um país fazendo que o mesmo perca as suas lembranças e fique como uma coutada ao serviço de alguns! Pouca sorte a nossa! Ainda ontem fui com um amigo fazer a Linha do Tua (Tua-Mirandela-Tua) e realmente é um espactáculo a paisagem que se deslumbra ao longo de todo o caminho. São os apeadeiros, as fragas, as gentes que a cada apeadeiro sempre vai entrando... enfim é um Douro que se está a perder aos poucos em favor de mais um "monstro" de betão que nem tão pouco vai compensar a capacidade de água que seria necessária mas sim outros interesses. Vou juntar a este texto algumas imagens de centenas que fiz nesta viagem.

Façam a petição que podem ver na página da Linha do Tua e se poderem não deixem de fazer este maravilhoso passeio pois já não vai haver muito tempo para o realizar.