28.2.11

"Corredor" de árvores




Neste momento estou a virar-me para a área florestal. Vamos lá ver como vai sair a minha técnica para jardineiro! Acreditem que, com mais ou menos jeito, o acabamento de uma maqueta fica muito mais acessível se for feito por nós. A acrescentar que as construções de marca mesmo bem pintadas, também apresentam vestígios de uma certa irrealidade para o preço que as mesmas custam. "Assim como assim" mais vale deitarmos mãos à obra.

24.2.11

Sobre Carris

Hoje fui ao lançamento do Livro "Sobre Carris" do Engenheiro António Vasconcelos à Fnac Santa Catarina no Porto. Penso ser um livro de referencia par quem gosta de comboios e o mesmo deve pertencer à biblioteca de qualquer aficcionado. Mais que falar sobre o mesmo só este introito entusiasma - "... desde a minha juventude tive sempre um grande fascínio e interesse pelos comboios. A razão deste facto deve-se certamente à circunstancia de, nessa época, ter viajado muito de comboio, nomeadamente nas linhas do Douro, Corgo, Guimarães e Vale do Vouga ... ". O que podemos esperar daquilo que ainda resta com governos que colocam a incompetência à frente daquilo que fez a nossa história e sobretudo esquecer que o futuro deste país reside essencialmente no turismo, daquilo que ainda podemos oferecer e ter lucros como sejam as paisagens que se usufruem nas viagens de comboio, das praias, do mar, da gastronomia, do vinho, etc., etc, como bem diz o Professor Helder Pacheco na apresentação deste livro. Incito ainda a verem o filme "Pare, Escute, Olhe" de Jorge Pelicano para melhor poderem meditar naquilo que já perdemos e que neste momento vive nas nossas memórias interdito aos jovens para os quais este país lhes vai retirando o quanto de belo existe ou existiu. Faço ainda alusão às palavras do Engº. Vasconcelos "... ninguém está contra a evolução mas sim à perfeita ponte entre o passado e o futuro...". O betão até pode ser necessário mas realmente empederniu a cabeça de quem governa este pequeníssimo país. E, já agora, quem disse que a barragem do Tua é rentável? Poderá ser para quem vai tirar o máximo partido de semelhante obra. Certamente que essas vantagens não são para nós.

21.2.11

Revista Hobby 1949



Nas minhas deslocações ao Hospital Santo António para tratamento duas vezes por semana, passo sempre por uma alfarrabista para ver "novidades antigas". Tive sempre esse costume de descobrir coisas do passado mas que, muitas vezes, são sempre actuais como é o caso. Hoje tive a sorte de encontrar esta revista que, para além de tudo, diz respeito ao ano do meu nascimento. Como se pode observar, o "comboio eléctrico" existe desde sempre ou, melhor, sempre cativou grandes e pequenos ao longo do anos. Esta revista é da Argentina e só lamento não ter encontrado números para trás e para a frente uma vez que estes artigos tiveram sempre uma continuação. Neste caso, trata de uma adaptação ou construção de um vagão de mercadorias a partir de um original mas construído pelos aficcionados em madeira. De realçar que a indicação para a feitura do telhado do vagão é a partir de cartão canelado, o que ainda hoje se utiliza. Pode ser que um dia apareçam mais revistas!

16.2.11

Plymouth Coal Breaker - 1901


Esta estrutura mineira é um espanto! Vou mesmo fazer uma réplica dela. Mais um passatempo demorado! A escala natural é mesmo ao estilo americano - grandioso e tudo sempre grande, muito grande. Como cenártio para comboios é maravilhoso. Podemos ver neste link que, foi feita uma réplica para o filme "The Molly Maguires" em 1970 em que um dos actores principais ou mesmo o principal era Sean Connery. No cartaz, ao fundo, podemos ver a estrutura mineira. Mais uma referencia do "Shorpy".

Parlor Car


Este vagões de luxo foram construídos em 1881 para Baltimore & Ohio e mais tarde comprados pela Pennsylvania Railroad. Teem uma ocupação de 24 lugares. Hoje em dia embora transformados ou mesmo recuperados continuam a ter uma grande comodidade e estão ao serviço de viagens turísticas. Estas imagens datam de 1905 e podem ser encontradas no famoso site "Shorpy".

14.2.11

Um pouco de história

Desculpem tanto texto mas deve fazer jeito a todos aqueles que gostam de comboios. A autoria do mesmo é da "Rio Grande Modelismo". Podem ainda visitar a página. Em Portugal podíamos também ter uma fábrica como a "Frateschi" uma vez que, também temos história no campo dos brinquedos. Afinal, por toda a Europa existe esta indústria e pelos vistos dá lucro.
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A História do Ferreomodelismo

Não há registro de quando e onde surgiu a primeira miniatura de trem. Presume-se que alguns ingleses organizaram um clube no fim do século XIX e construíram estradas-de-ferro em modelos sob escala exata. A primeira industrialização de trens em miniaturas apareceu na Alemanha, entre 1880 e 1890. Eram locomotivas de latão e com impulsão por motor de relógio.

Os primeiros trens com motor elétrico foram produzidos pela firma alemã Märklin em 1900, em corrente de 110 volts, reduzindo-se mais tarde para 80 volts. Mesmo com grande perigo da alta voltagem empregada, não se tem notícia de acidentes porque as pessoas que lidavam com aquelas miniaturas eram extremamente cuidadosas. Aqueles modelos feitos a mão, são hoje raridades.

Em pouco tempo surgiram outras firmas na própria Alemanha, na Inglaterra e nos Estados Unidos. Poucas firmas sobreviveram pela dura competição, forçadas a um desenvolvimento de sofisticados sistemas e maior aparência real dos modelos. Depois, o mercado passou a ser limitado em função do espaço necessário para a instalação dos trilhos para os trens, que na época, eram em tamanho maior (“0”). Somente a partir de 1935, com a redução do tamanho e da voltagem, o Ferreomodelismo veio tornar-se popular nas escalas “00” e H0 = 16,5mm.

Atualmente o Ferreomodelismo é a mais popular dentre todas as modalidades do modelismo, praticado por milhões de pessoas em todo o mundo. Cerca de 60 fábricas, com mais de 45.000 empregados, produzem locomotivas, vagões e acessórios em grandes quantidades. Só na escala 1:87 (H0) são 40 fábricas com mais de 5.000 veículos. Mais de 300 outras firmas menores produzem acessórios especializados, além de inúmeros ferreomodelistas que, individualmente, também produzem ou transformam modelos. Calcula-se que mais de 60.000 artigos são fabricados em função do Ferreomodelismo.

Recentemente surgiram concorrentes em Hong Kong, Coréia do Sul e Taiwan que fabricam por baixo custo para os Estados Unidos e Inglaterra, ocasionando alterações nas tradicionais fábricas em preços e qualidade do material europeu. No Japão também há produções em potencial com exportações de material com perfeição.

Tamanhos, escalas e bitolas do Ferreomodelismo

A bitola com a medida de 1.435mm (distância interna entre os trilhos de uma linha ferroviária real) é a base para o cálculo das escalas usadas no Ferreomodelismo.

O tamanho “0” (zero) foi introduzido no início do século XX, existindo até hoje. Sua escala é 1:45 (na França é 1:43; nos Estados Unidos é 1:48) e a distância entre as linhas (bitola) é de 32mm. É o dobro do tamanho H0.

O tamanho H0 (“half zero”) = metade de zero, padronizado a partir de 1935, é o de maior difusão mundial. Tem a escala 1:87 e a bitola é de 16,5mm. Na Inglaterra usa-se o tamanho “00” (duplo zero), porém na escala 1:76, com a mesma bitola do tamanho H0, ou seja, metade do tamanho “0”.

São ainda conhecidos os tamanhos menores: N, na escala 1:160, bitola de 9mm; Z, na escala  1:220, bitola de 6,5mm. São pouco existentes no Brasil. O tamanho TT, na escala 1:120, bitola de 12mm apenas era comercializado na ex-Alemanha Oriental.

Outros tamanhos como Iim, I, 0m, H0m, H0n3, H0e, H0n2, citados no quadro demonstrativo, são variações técnicas e/ou intermediárias, de várias fábricas, além de outras existentes mas de especificações locais e complicadas.

Os tamanhos S, escala 1:64 e G, escala 1:24, não se escrevem no sistema métrico decimal. A escala 1:64 (S) é intermediária entre as escalas 1:45 (0) e 1:87 (H0).

Os tamanhos S e TT não são mais fabricados. Seus adeptos utilizam material de segunda mão ou de construção individual. Consta que uma fábrica nos Estados Unidos que está fabricando trens na escala TT.

Somente no Ferreomodelismo a escala tem indicação por letras.

Tamanho do modelo: H0 (meio zero). Escala (redução em vezes do tamanho real). Portanto, 1:87 significa oitenta e sete vezes menor que o tamanho real. Bitola (distância interna entre trilhos); na escala 1:87 é de 16,5mm.

H0m = “m” de “meter” (metro); H0n = “n” de “narrow” (estreito); H0e (a letra “e” indica outras categorias).

Rio Grande Modelismo

11.2.11

Casa da Quinta - Escala HO








Mais uma "casita" para o Vale da Fumaça. Agora vou avançar para aquele há tanto tempo pensado - o trecho da Linha do Tua! Vai demorar mas deve ficar bem... espero.

7.2.11

Marcenaria







Esta construção já tem quatro anos mas no Sábado passado caiu-me ao chão de uma altura de 1,80mt! Tive que a refazer praticamente na totalidade mas há males que vêm por bem - aumentaram o número de empregados na marcenaria. Realmente ficamos tontos ao ver cair uma peça destas pois representa muitas horas de trabalho e carinho. No entanto, cá está ela novamente pronta para o trabalho.

2.2.11

Calhandra - O último adeus!

Mais uma linha (ramal) fechado que já datava de 1880! Podemos ver a notícia no Jornal Público. Mas será que todo o serviço público é para dar lucros? Que eu saiba, todo o serviço público, transportes, saúde, educação. etc. não devem dar prejuízos. Relativamente a lucros seria melhor se existissem mas caso contrário a solução não será prejudicar a população mas sim terem a consciência da qualidade e honestidade dos gestores que colocam nesses serviços. Gerir desta forma é fácil pois "com a faca e o queijo na mão" qualquer um sabe legislar mesmo pisando aqueles que trabalham para os seus ordenados chorudos. Penso que, caso houvesse inteligência, bastaria olhar para o que fazem outros países pela salvaguarda do seu património e sobretudo das pessoas que não têm culpa alguma dos desgovernos de quem elegem. No entanto vamos continuando a assistir ao apagar de costumes e história deste país. 

1.2.11

A "urbanização" continua!












Mais algumas construções para a maqueta. Isto parece ir de vento em popa! Coloquei alguns adereços às imagens para que as mesmas sejam mais dinâmicas e atractivas. Nos Caminhos de Ferro Vale da Fumaça também funciona a comunicação através do seu gabinete de "marketing". Enfim, é uma companhia à escala HO-1:87.